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24/04/2008

Zona Noroeste está vivendo processo de expansão imobiliária.

ANTIGOS CHALÉS SÃO SUBSTITUIDOS POR SOBRADOS E SOBREPOSTAS.

   

 

       

         Um novo fenômeno confirma que a Zona Noroeste está vivendo um intenso processo de expansão imobiliariária. Casas antigas, algumas delas de madeira, estão dando lugar para sobrados e sobrepostas. Entre as principais razões apontadas pelos moradores destas novas residências estão em busca de tranquilidade, a ‘’fuga’’ do pagamento de condôminios e até mesmo a preferência por morar em imóveis mais espaçosos. 

 

A busca de trânquilidade foi o principal motivo para o estivador aposentado José Garcez Filho trocar seu apartamento na Avenida Afonso Pena por uma casa na Zona Noroeste.

         Segundo ele, as ruas entupidas de carros e o aumento do número de prédios foram fatores determinantes para que a família trocasse  o apartamento com dois banheiros, garagem fechada, três quartos e 24 anos de convivência no mesmo endereço por um sobrado novinho em folha em uma trânquila rua da Vila São Jorge.

         De acordo com o corretor de imóveis José Manoel Vieira, essa procura pode ser considerada mais uma tendência de negócios na região, pois o anúncio da contrução de novos apartamentos no ‘’Estradão’’ também promete aquecer a procura.

         ‘’Todos nós sabemos que está difícil adquirir terrenos novos em Santos. As construtoras santistas e os proprietários perceberam que é possivel contruir duas casas no mesmo espaço, por isso o número de casas sobrepostas vem aumentando significativamente. O mesmo fenômeno está acontecendo no Marapé’’, diz o corretor, que tem 33 anos de experiência.

         Para Manoel, o principal motivo de a Zona Noroeste ainda ter ter sido ‘’atingida em cheio’’ pelo boom imobiliário que chegou a Santos nos últimos dois anos, é a existência do laudêmio e das taxas de marinha, mais ainda do que as enchentes.

         ‘’O construtor procura liquidez e comprador procura segurança. O primeiro não pode investir em um imóvel que está embaraçado com as taxas de marinha. Já o comprador, quando faz negócio, quer a escritura definitiva – e está certo. Se não houvesse esse problema, os investimentos dobrariam aqui na Zona Noroeste, porque há grande procura por terrenos que não são acrescidos de marinha no Bom Retiro, Vila São Jorge, Caneleira e Santa Maria’’.

         Para Manoel, o problema é de dificil solução, pois só no Jardim Rádio Clube há 1.600 lotes registrados como área de marinha, mas menos da metade está com situação regularizada.

         Com relação às enchentes, o corretor espera que os investimentos anunciados, que devem resolver definitivamente a questão, saiam do papel. ‘’A Zona Noroeste está abaixo do nível do mar e essa obra é essencial’’, diz Manoel.

         Segundo sua avaliação, uma casa sobreposta com três quartos com suíte custa entre R$ 180 e R$ 200 mil. Mas há casas maiores que podem atingir o valor de R$ 280 mil se o lote estiver regularizado. Em um espaço de cinco anos, o metro quadrado do terreno subiu de R$ 80 para R$ 300, podendo chegar até R$ 360, dependendo do local.

 

 

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Fonte: Jornal Local. Santos, 23 de fevereiro de 2008.

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